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Análise: pressão alta ajustada abre caminho para vitória convincente de um Flamengo em nítida evolução

Ajustes no campo ofensivo abrem caminhos para maioria das boas chances de um time que foi dominante durante os 90 minutos no Maracanã. João Gomes reflete equilíbrio crescente

Venceu, convenceu e renovou as esperanças do torcedor.

O 3 a 1 do Flamengo sobre o São Paulo na tarde de domingo, no Maracanã, foi importante além dos três pontos contra um rival direto na tabela do Brasileirão. A forma como a equipe de Paulo Sousa se comportou e se mostrou autossuficiente deu mostras de que há, sim, motivos para confiar na disputa pelo nono título do Brasileirão da história do clube.

O Flamengo que desanimou nas finais do Campeonato Carioca parece não existir mais. Com ajustes de posicionamento e postura, a equipe demonstra uma constante evolução que teve contra os paulistas o ponto alto da sequência de três vitórias e um empate desde a performance desanimadora contra o Fluminense no estadual. A exibição diante do São Paulo apresentou ajustes finos na marcação alta e consistência de um time que durante os 90 minutos sempre deu sinais de que venceria a partida.

Flamengo x São Paulo

 

  • Posse de bola: 49% x 51%
  • Finalizações: 18 x 7
  • Faltas cometidas: 17 x 25
  • Escanteios: 2 x 3
  • Passes completos: 375 x 326
  • Desarmes: 23 x 12

Contra um adversário que picotou o jogo quando o Flamengo tentava construir desde o campo defensivo – só Arrascaeta sofreu cinco faltas no primeiro tempo – a pressão na saída de bola surgiu como melhor alternativa para pegar os são-paulinos desarrumados. E deu certo!

Com João Gomes perfeito no equilíbrio entre o bote no primeiro volante e na marcação mais baixa, o time de Paulo Sousa foi senhor do primeiro tempo e obrigou Jandrei a fazer duas grandes defesas nos primeiros dez minutos com bolas roubadas na intermediária ofensiva.

Ficou claro que a marcação alta seria o caminho para a vitória e foi assim que saiu o primeiro gol com redução de espaços e tomadas de decisão rápidas com a bola nos pés. João Gomes apertou, Lázaro não perdeu tempo na ação e serviu Gabigol para abrir o placar aos 24 em uma etapa amplamente dominada pelos rubro-negros, que tiveram 58% de posse de bola e quatro finalizações na reta do gol. O problema é que o São Paulo aproveitou vacilos para empatar na única conclusão na reta da baliza de Hugo.

Em lance onde o São Paulo teve muita liberdade para circular a bola, Rafinha encontrou Calleri no segundo pau para empatar de cabeça aproveitando desatenção de Rodinei. O lateral não atacou a bola e deu espaço para o argentino se antecipar e levar para o vestiário uma igualdade que não fazia muito sentido, como se provou no segundo tempo.

O Flamengo voltou do intervalo menos agressivo do que na etapa inicial, mas Paulo Sousa foi preciso nas substituições. Com Marinho e Isla em campo, o treinador deu fôlego e profundidade pelos lados do campo e viu o chileno marcar um golaço para que as rédeas das partidas voltassem para as mãos do Flamengo. Logo depois, Marinho usou a perna direita, que está longe de ser boa, para servir Arrascaeta, que fez 3 a 1 no placar. Vantagem e domínio rubro-negro.

Com a marcação alta bem ajustada e fluidez no jogo pelos lados do campo, o Flamengo em momento algum viu a vitória passar por riscos no segundo tempo. Senhor do jogo, João Gomes resumia a atuação: preciso nos botes e vertical com a bola nos pés.

– Quando o resultado é ruim nem tudo está ruim, e quando é bom nem tudo está bom. Há muita coisa dentro do processo para continuarmos a ser consistentes – disse o treinador após a partida.

 

No fim das contas, o 3 a 1 ficou barato para um São Paulo dominado grande maioria dos 90 minutos. Se o clássico contra os paulistas se tornou uma prova de fogo para o time de Paulo Sousa, a aprovação veio com méritos e astral elevado para mais um teste, quarta-feira, contra o Palmeiras, no mesmo Maracanã.

Fonte: GE

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